25 out 2016

O que se leva em consideração numa avaliação escolar?

A carta escrita por uma professora inglesa a um menino autista, que - não tendo obtido as melhores notas - se destacava pela bondade, pela facilidade em fazer amigos e até pelo seu talento artístico, levantou a questão "Afinal, o que é ser um bom aluno?". Nesse sentido, convidámos o Dr. Quintino Aires para connosco debater esse tema

Mas primeiro, segundo o psicólogo, importa pensar em qual é o papel da Escola: educar ou instruir? «Temos as escolas cheias de gente, muitos com muito boa vontade, muitos saturados, perdidos no que é que têm de fazer, muitos com bom coração, mas quase todos sem formação para fazer aquilo que estão a fazer.», afirma. «Não há médicos sem faculdades de medicina, não há engenheiros sem faculdades de engenharia e não há pedagogos sem faculdades de pedagogia».

Para o Dr. Quintino, a educação deverá ser dada pelos pais, sim, mas não só. Os professores deverão ter um papel complementar, visto que a maior parte do dia da criança, e dos jovens, é passado na escola, e que quando há comportamentos desadequados é fundamental que sejam corrigidos na própria altura e não depois, à noite, em casa - pois perde a eficácia.

De forma a perceber melhor como funciona o sistema educativo, falamos com um professor que nos explicou que a avaliação dos alunos é feita a partir de critérios científicos (através de testes, trabalhos, etc) - que contam mais de 50% - e de critérios de atitudes e valores (através da assiduidade, pontualidade, empenho, relação com o outro e com o professor, etc). Tudo é pesado na hora de atribuir uma nota, contudo, o lado do conhecimento acaba por ser mais valorizado - «Aqui (na escola), prevalece, numa boa parte da nota, o seu conhecimento científico».

Serão estes parâmetros os mais adequados? Não estará, todo o processo, demasiado padronizado?

Veja o vídeo e tire as suas próprias conclusões.

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