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Ao Europeu épico de Portugal falta o maior obstáculo

Seleção Nacional chega pela segunda vez à final e volta a defrontar a Espanha, vencedora de sete das dez edições da competição.

10 fev, 00:05

Ao Europeu épico de Portugal falta o maior obstáculo

Quatro jogos e quatro vitórias, melhor ataque, melhor marcador. A Seleção Nacional chegou em estilo à final do Euro 2018 de futsal, a segunda presença de sempre na decisão da competição. Agora falta o maior obstáculo de todos: a Espanha, crónica vencedora da prova, que sobreviveu nos penáltis a uma meia-final intensa com o Cazaquistão. Para juntar o título de futsal ao de campeão da Europa de futebol, Portugal tem de fazer no sábado (19h45) o que nunca fez, vencer a Espanha numa fase final.

Portugal partiu para a Eslovénia assumindo a ambição do título e, depois de ter falhado o objetivo da final nas últimas três edições, fez até aqui uma campanha sólida. Começou por vencer a Roménia (4-1) e depois a Ucrânia (5-3), na fase de grupos. E nos quartos de final goleou o Azerbaijão (8-1), numa exibição histórica para Ricardinho. O melhor do mundo marcou quatro golos e tornou-se o melhor marcador de sempre em Campeonatos da Europa.

São 21 golos em 21 jogos para uma história que começou em 2007, o primeiro Europeu de Ricardinho. Falharia por lesão a edição de 2010, precisamente aquela onde Portugal chegou à primeira e única final da sua história.

Nesse Europeu Portugal defrontou a Espanha por duas vezes. Na fase de grupos a «Roja» venceu por 6-1. E na final levou a melhor por 4-2.

Passaram oito anos e cá estão eles outra vez. Quatro deles literalmente. João Matos, Bebé, Pedro Cary e André Sousa jogaram esse Europeu e estão entre os 14 convocados de Jorge Braz no Euro 2018.

Nesta quinta-feira Portugal tinha pela frente a Rússia, vice-campeã mundial e vice-campeã europeia. Começou por sofrer um golo, mas deu a volta na segunda parte, com dois golos de André Coelho e mais um de Bruno Coelho (3-2).

Um início menos bom e uma reação fantástica, nas palavras do selecionador Jorge Braz.

A Espanha teve um percurso mais sinuoso até à final. Começou por empatar com a França (4-4) e apurou-se ao vencer o Azerbaijão na última jornada, por 1-0. Nos quartos de final também foi pela margem mínima que superou a Ucrânia. E nas meias-finais sofreu até ao fim, num jogo épico com o Cazaquistão, em que entrou a perder, reagiu, esteve na frente, deixou-se empatar no final do tempo regulamentar (5-5), voltou a adiantar-se no prolongamento mas voltou a sofrer o empate e acabou por levar a melhor nos penáltis.

Além do Euro 2010, Portugal e Espanha já se defrontaram por mais cinco vezes em fases finais. A Espanha venceu três delas. A primeira, em 2003, terminou empatada e há ainda a meia-final do Euro 2007, um empate a dois golos em que a Espanha levou a melhor também nos penáltis.

Esta será a 11ª final do Europeu e a Espanha venceu sete delas, um palmarés que fala por si. Agora, Portugal tem a segunda oportunidade para contrariar a história.

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