O que procura?

O que precisa de saber sobre o Orçamento do Estado para 2018

A economista Andreia Teixeira ajuda-nos a perceber, de uma forma simples, aquilo que mudou.

12 nov, 15:56

Sempre que se fala em Orçamento do Estado, muitos são aqueles que complicam, os que não conseguem explicar e os que transformam o assunto em matemática avançada.

O Orçamento do Estado, como nos explica a economista Andreia Teixeira, não é mais que a política fiscal para o ano que se aproxima: o documento, apresentado sob a forma de lei, onde se divulga a previsão das receitas e despesas anuais do Estado. Na prática, este é o documento onde fica assente de que forma cada um de nós contribui para as despesas do país.

Previsto já para 2018 está o aparecimento de dois novos escalões de IRS, que irão representar uma poupança para muitos portugueses. A sobretaxa cobrada no IRS vai baixar para os rendimentos mais baixos e os pensionistas terão agora maior poder de compra, dado que as pensões vão subir acima do valor da inflação.

As progressões na carreira dos funcionários públicos vão ser descongeladas e pagas em quatro prestações, sendo que 50 por cento do valor chega já em 2018: 25 por cento a 1 de janeiro e outro tanto em setembro.

Pelo segundo ano consecutivo, o imposto sobre as bebidas açucaradas e alcoólicas, com exceção do vinho, volta a subir. Novidade, em 2018, é a taxação de alimentos com um elevado teor de sal, como batatas fritas, bolachas ou cereais.

No que à área do ensino diz respeito, quem recebe vales-educação deixa de ter isenção de IRS com as despesas escolares. Já os estudantes, até 25 anos, deslocados vão poder deduzir no IRS as despesas com alojamento. O limite anual previsto para este tipo de deduções é, ainda assim, de apenas 200 euros.

Destaque ainda para os benefícios fiscais com vista a incentivar o arrendamento de longa duração e o aumento do Imposto Sobre Veículos e no Imposto Único de Circulação. Comprar carro novo, já em 2018, ficará, portanto, mais caro. 

PARTILHA