Lucrécia Alves

Lucrécia Alves [Maria do Céu Guerra]

É uma mulher cheia de marcas do passado, dona de uma grande doçura e carinho, mas também de muita amargura, nomeadamente em relação aos tempos em Moçambique. Foi no voo em que mandou a filha ainda bebé para Portugal com Edmundo que acabou por perdê-la. Não culpa o amigo dessa fatalidade, mas vive com essa dor permanente no peito. Tia de Vitória e Verónica, dedicou-se às sobrinhas como se fossem suas filhas, até porque não suporta o pai delas, o cunhado Jacinto, com o qual vive em guerra constante e a quem acusa de ter cometido as mais diversas atrocidades. Mas ninguém lhe dá grandes ouvidos, até porque começa a revelar problemas mentais. É mãe adotiva de Lázaro, um jovem negro, que encontrou num caixote do lixo e pelo qual lutou durante nove anos, até conseguir a sua adoção. Explora o talho no mercado de Algés para dar uma vida melhor ao filho. E não verá com bons olhos o envolvimento deste com Guta, branca e rica. Sabe que as diferenças sociais ainda se impõem por mais moderna que a sociedade se diga. Quando Verónica regressa para Portugal e ainda que esta venha na pele de Vitória, sabe diante de quem realmente está, pois sempre foi a única pessoa, juntamente com a falecida irmã, que conseguiu distinguir as duas gémeas mesmo que estivessem quietas e sossegadas.
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