Duarte Alvarenga

Pedro Lamares

É um aristocrata minhoto. Dono do Paço do Souto, uma quinta senhorial perto de Viana do Castelo que está na família há muitas gerações mas que agora atravessa dificuldades financeiras. A propriedade é um sorvedouro de recursos, sem solução à vista. A principal fonte de rendimento de Duarte é a quota que ele detém na Transhell, um grupo espanhol de transformação de marisco. Mas as dívidas acumuladas à empresa deixam-no nas mãos do sócio (Sancho Villalobos) um poderoso industrial galego. Duarte enviuvou cedo e ficou marcado pelo desaparecimento da filha, ainda bebé. Voltou a casar e teve mais dois filhos, mas nunca recuperou do golpe sofrido. Passou vinte anos a procurar a filha, agarrado à esperança de que ela estava viva e que um dia iria reencontrá-la. Nunca esmoreceu, mas aquela obsessão acabou por afastá-lo do resto da família. É um marido e um pai ausente. Um homem solitário. Incompleto. O encontro fortuito (ou não tanto) com Alexa, uma jovem que tem semelhanças perturbadoras com a sua primeira mulher reaviva-lhe a esperança de recuperar a filha.